I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia acontece de 25 a 27 de junho na UEPA e reunirá pesquisadores de diversas regiões do país para debater os impactos da mineração sobre comunidades, cidades e territórios amazônicos.
No mês em que se intensificam as discussões sobre o Meio Ambiente, Belém se transforma no centro de um debate fundamental para o futuro da Amazônia. Entre os dias 25 e 27 de junho, a Universidade do Estado do Pará (UEPA), campus CCSE, no bairro do Telégrafo, sediará o I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia. A atividade reunirá na capital paraense pesquisadores, docentes, estudantes e movimentos sociais de diversas regiões do país para discutir os impactos da mineração sobre os territórios amazônicos.
O evento, promovido pelo Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) em parceria com a UEPA, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), reunirá representantes de universidades e centros de pesquisa de diferentes estados brasileiros, fortalecendo o intercâmbio de experiências e a produção de conhecimento crítico sobre a mineração na Amazônia.
Atualmente, a mineração ocupa um papel central na economia paraense, respondendo por cerca de 90% das exportações e quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. No entanto, para além dos indicadores econômicos, que não se transformam em benefícios reais para à população amazônica, pesquisadores alertam para os impactos sociais, territoriais e ambientais associados ao modelo de exploração mineral predominante na região.
Cidades como Barcarena, Juruti, Terra Santa e municípios da região do Xingu convivem há décadas com os efeitos da expansão mineral, que incluem conflitos territoriais, pressão sobre serviços públicos, impactos ambientais e a fragilização dos modos de vida de pescadores, indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e comunidades ribeirinhas.
“A mineração costuma ser apresentada apenas pelos indicadores de exportação e arrecadação, mas existe uma outra dimensão que precisa ser debatida: quem paga a conta dos impactos ambientais, dos conflitos territoriais e das mudanças impostas às comunidades. Esse encontro busca justamente ampliar esse olhar sobre a realidade amazônica”, destaca Haroldo Souza, professor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).
Além de docentes e pesquisadores já consolidados na área, o encontro também será um espaço para estudantes de graduação e pós-graduação que desenvolvem pesquisas relacionadas à mineração, conflitos socioambientais, meio ambiente, desenvolvimento regional, direitos territoriais e temas afins. A programação prevê apresentações de trabalhos acadêmicos, mesas de debate e atividades de integração entre universidade e movimentos sociais.
O encontro é resultado de uma trajetória de mais de uma década de articulação entre movimentos sociais e universidades públicas. Ao longo desse período, foram desenvolvidas pesquisas, diagnósticos e reflexões críticas sobre os efeitos dos grandes empreendimentos minerais na Pan-Amazônia, incluindo debates sobre projetos como Belo Sun, os impactos acumulados de Belo Monte e o avanço da atividade garimpeira em diferentes regiões.
O debate também acontece em um contexto de crescente demanda global por minerais estratégicos utilizados na chamada transição energética, levantando questionamentos sobre quem se beneficia desse modelo e quais territórios assumem seus custos sociais e ambientais.
“Estamos reunindo pesquisadores, estudantes, professores e movimentos populares porque entendemos que o debate sobre mineração não pode ficar restrito aos gabinetes ou aos relatórios técnicos. É uma discussão sobre o presente e o futuro da Amazônia, sobre justiça ambiental e sobre o direito dos povos de decidir os rumos dos seus territórios”, afirma Katiane de Jesus, militante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e integrante da organização do evento.
Estudantes, pesquisadores, docentes e demais interessados em participar das atividades ou apresentar trabalhos acadêmicos ainda podem se inscrever até o dia 12 de junho, por meio da plataforma Even3. A expectativa da organização é reunir participantes de diferentes estados brasileiros em uma ampla reflexão sobre os rumos da mineração e seus impactos na Amazônia.
SERVIÇO
Evento: I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia (Flor de Carajás)
Local: UEPA – Campus CCSE, Bairro do Telégrafo, Belém (PA)
Data: 25 a 27 de junho de 2026
Inscrições: até 12 de junho de 2026
Link para inscrição: https://www.even3.com.br/i-encontro-de-professores-e-pesquisadores-problema-mineral-amazonia-710997/
Realização: Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), UEPA, UFPA e Unifesspa
Contatos para a imprensa
Márcio Zonta: (98) 9 8156-1749 | Comunicação
Katiane de Jesus: (93) 9 8814-5368 | Organização do evento
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